O que distingue um homem...

terça-feira, 10 de Março de 2009

Imagem retirada de: Olhares

O que diferencia um homem extraordinário de um homem comum é a capacidade de amar e de se entregar completamente à causa em que acredita.
Ao acreditar, por mais impossível que a missão pareça, o homem extraordinário não desistirá e só terá paz quando vir cumprida a incumbência que a sua consciência e o seu coração lhe instituíram, ainda que isso traga a morte... Acontece que, para este homem extraordinário, a morte não é mais do que a paz, o descanso do guerreiro após a épica batalha vencida e conquistada.
Os homens extraordinários são estes, nós, bem... Nós não somos mais do que homens comuns que tentamos cumprir o melhor possível a nossa missão como formos podendo!
O que vale é que perante Deus somos todos extraordinários...

Sol...

sábado, 7 de Março de 2009

Imagem retirada de: Olhares



Parece que o sol voltou... Rasgou os céus cinzentos, dissipou a chuva...
A sua claridade ilumina as ruas, as casas, os jardins, as flores. Ilumina as pessoas, os rostos, os olhos, os olhares...
Banhados pela resplandecência deste astro todas as coisas adquirem um brilho novo, uma vida renovada, uma alegria inexplicavelmente interior que acaba por se notar exteriormente. Com a chegada do sol primaveril toda a vida acaba por ganhar, também, nova força e nova dinâmica.
Mas, na verdade, o homem é o único ser vivo que não necessita deste brilho para que a sua vida entre num estado primaveril. Ao homem basta que deixe brilhar dentro do seu ser a luz resplandecente que ele próprio tem, basta que não a ofusque com o cinzento da sua tristeza, com a frieza da sua maldade e indiferença.
Deixemos brilhar o nosso sol bem dentro de nós, deixemos que a sua luz nos inebrie totalmente, deixemo-la transparecer pelo nosso corpo como se este fosse água límpida e cristalina, deixemos por fim que essa luz, esse calor, essa alegria chegue àqueles com quem nos cruzamos e que de tão cinzentos que estão não percebem que também eles têm um sol dentro do seu coração. Dêmos-lhe um pouco do nosso calor, dissipemos com a nossa luz as sombras e a escuridão que o habitam.
Assim, poderemos certamente contribuir para um mundo em que o estado primaveril não dure apenas uns poucos meses, mas dure o ano todo e todos os anos.
Contudo, para que isso aconteça precisamos, também nós, deixar que os outros nos aqueçam e iluminem quando o nosso sol fica ofuscado, quando ele não consegue aquecer o suficiente. Temos de reconhecer que precisamos do sol do outro para que o nosso sol continue a brilhar. Ninguém vive por si só nem para si mesmo.
Caminhemos no mundo com o mundo. Com os outros para os outros.

Férias

quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Foto retirada de: Olhares


Depois de duas semanas de estudo intenso, é tempo de gozar um fim de semana que sabem a mini-férias na linda cidade de Mirandela juntamente com a minha família. Segunda-feira voltarei com o ânimo renovado e as forças recuperadas para o novo semestre... Cada um que passa é menos um que falta... A meta aproxima-se a passos largos e cada dia que passa sinto que sei mais, mas paradoxalmente menos do que o que devia saber... Falta-me saber tanto e tanto.... Será que vou algum dia conseguir saber muito? Não sei, resta-me continuar a trabalhar para saber mais, sem que nunca saiba tudo...

Não tenhas medo de ser livre…

sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Foto retirada da Internet


Solta as amarras que há em ti, deixa-as amarradas a elas mesmas no chão frio da ignorância e no vazio do esquecimento...

Sê quem verdadeiramente queres ser sem deixares que o julgamento dos outros te condicione no teu verdadeiro ser...

Cada pessoa é única, singular! Não há um estereótipo... Há normas que devemos ter em conta, contudo sem que essas normas nos aprisionem... A liberdade não se consegue pela anarquia mas pela livre aceitação do que verdadeiramente somos...

Se quem tu és, não sejas aquilo que os outros esperam que tu sejas...

Harmonia...

quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Foto retirada de: Olhares



A melodia da água que cai lá fora, batendo nos telhados e fazendo pequenos rios que percorrem as ruas, desafiam as curvas, descem as escadas, provocando sons únicos e irrepetíveis.
É uma harmonia única composta e executada pela própria natureza.
Este quadro embala-me para o que se adivinha ser uma noite tranquila com um sono verdadeiramente reconfortante (o que em época de exames dá imenso jeito).
A paz e serenidade que está lá fora inunda-me cá dentro...

Tarde chuvosa

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009


Hoje a tarde é de chuva. É bom ficar em casa, a olhar pela janela lendo um bom livro e ouvindo uma música relaxante.
A calma e serenidade que este tempo nos traz deve ser aproveitada para repor energias e reavivar sensações e emoções.
Tentemos aproveitar aquilo que a natureza se encarrega de nos dar. Tentemos desfrutar dos momentos que contribuem para o nosso bem estar. Tentemos ser felizes com aquilo que nos é concedido. Contentemo-nos com o que a vida se encarrega de nos oferecer e não desesperemos constantemente por aquilo que não temos e gostariamos de ter.
Vivamos o presente, porque se não o vivemos a pensar no futuro, esse futuro nunca se tornará presente e acabaremos por nunca viver reduzindo a nossa existência a um conjunto de desejos não logrados...

Transcedência na imanência...

quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009


A escrita comporta em si todos os bons argumentos que fazem com que seja admirada, meditada, interiorizada e muitas vezes perpetuamente recordada... Ficando assim gravada com estilete de ferro na pedra da existência humana.
Os escritores (falo aqui dos grande escritores como é óbvio) são imortais. Esta imortalidade é renovada de cada vez que uma qualquer pessoa num qualquer tempo pega nos seus escritos, lê ou re-lê, medita ou cita. É este perpetuo movimento que imortaliza os escritores, é esta constante memória que torna os artistas em geral imortais.
Falo de escritores, mas pode-se igualmente falar de pintores, compositores, intérpretes. Todas as formas de arte que o homem pode construir conseguem tornar (os grandes) homens imortais.
Dou constantemente graças a Deus por ter permitido que o homem mesmo sendo tão pequeno, limitado, reduzido, consiga em algumas vezes ou em algumas épocas tocar a Sua transcendência trazendo-O até nós, comuns humanos, um pouco da Sua infinita beleza...
É isto que eu sinto quando ponho um cd de Bach, quando abro um livro de Miguel Torga, quando leio um poema de Fernando Pessoa, quando contemplo um quadro de Rembrandt, apenas para citar alguns (poucos) nomes que agora me vieram à cabeça...
São eles, uma das constantes provas que Ele nos envia para demonstrar o Seu eterno Amor por nós (como se a morte do Seu único Filho não bastasse)...